Player 1: Child of Light
segunda-feira, 7 de julho de 2014 • por Júlia Theodoro Duarte
Oie gentem! Ainda não sei como começar essas postagens direito mas uma hora eu pego no tranco, então vamos pular as introduções e partir para o que interessa, né?

Sempre lembrando aí pros feras que: não sou gamer; não quero ser gamer; o que é ser gamer afinal ser ou não ser eis a questão???; não vou ficar falando de plataforma, nem de gráfico, nem de coisa técnica pois MANJO NADA, ME IMPORTO MENOS AINDA. A ideia aqui é falar como foi o joguinho, se eu achei ele maneirinho e se você deve desembolsar um dinheirinho pra ocupar o seu tempinho. Show? Show.

E é com essa simpatia que eu abro o primeiro post de jogo a ser resenhadoooo! CHILD OF LIGHT! *cai glitter*




Já vou adiantando que um jogo onde tudo parece feito de aquarela, e as falas dos personagens rimam, já sai com o pé no acelerador pra ganhar a corrida do meu coração.


O jogo é situado na Áustria de 1895 e tudo começa com Aurora, a personagem principal acordando em Lemúria, um lugar cheio de mistérios e desafios. Enquanto isso, ~do outro lado da vida~, o pai de Aurora acha que ela está morta e entra em profunda depressão. Daí você já acha que o jogo vai ser meio bad vibes e tal, mas calma migs, vai rolar muita coisa fofa pra acalentar esse teu coração. Pra voltar pra casa, nossa princesinha precisa passar por umas batalhas, entre elas contra a Senhora das Trevas (sempre tem a palhaça), que roubou o sol, a lua e as estrelas. Aurora precisa recuperar esses elementos, e decidir o seu destino e o de Lemúria.

Visualmente, é o provavelmente o jogo mais bonito que eu já vi (talvez porque eu não tenha visto muitos, convenhamos) e a atmosfera criada é calma e envolvente. Tudo parece feito de aquarela, as cores são em tons claros e é tudo muito lindinho, mesmo. Você (a Aurora, no caso) passa por cenários que vão desde um conto de fadas até um pesadelinho leve, coletando umas magias, sendo uma criança iluminada e que tem um facão. ELA TEM UM FACÃO. Ok, é uma espada mas, não deixa de ser perigoso sair correndo por aí com objetos cortantes e pontiagudos. Imagina se pega no olho.



mó vibe matar essas enguias

As batalhas são em turnos, o que é um ponto positivo, porque se você é meio tapado da cabeça igual eu, tem tempo pra pensar na sua próxima ação e na reação do seu inimigo. A parte negativa PrA MiM é que você tem uma tchurma, um grupo, porém, só dois deles podem batalhar ao mesmo tempo, enquanto até três inimigos seus batalham. KD O FAIRPLAY, ARNALDO? Dica amiga: Não seja um idiota igual a uma certa pessoa (eu) e fuja das batalhas. Elas são essenciais pra evolução dos personagens, e sem elas você não consegue matar azinimiga, ok? No pain, no gain. Aprendi do pior jeito (tendo que voltar pra trás pra matar uns bicho).

Também relacionado ao seu grupo, você vai conhecendo pessoas durante sua jornada e elas vão se tornando suas aliadas. Uma coisa interessante é que as falas dos personagens são todas rimadas, o que dá um andamento legal pra história mas todos eles são bastante superficiais - o que eu não considerei um ponto negativo. No primeiro contato você conhece um pouco deles, mas não é nada tipo "senta aí cara, ouve como minha vida é difícil", é mais um papo de bar (onde todo mundo toma suco de laranja) e pequenos detalhes são contados. Mais que plausível, uma vez que a personagem principal é nossa menina dos olhos, Aurora, e é a história dela que você tem que resolver.
Eles não te acompanham na tela (imagina A BOIADA andando atrás da Aurora?) exceto pelo Igniculus, um vagalume simpático que, bom... acende luz. Além disso ele desacelera os inimigos, deixa eles cegos por um tempinho e faz umas malandragens que te ajudam no jogo.



mai nossa como choraminga esse aqui, deve ser a puberdade

Agora, uma coisa ~polêmica~ e que eu não entendo nada, mas enfim, bora falar. Vi bastante gente reclamando do Uplay, que é um coiso que você instala pra instalar e jogar o jogo. Até aí tudo bem, puta saco instalar um instalador, meio inútil blá blá blá. Mas vi uma penca de humanos reclamando que o servidor não presta, que isso, que aquilo, que o outro e que a experiência do jogo era arruinada. Olha, mas veja bem, vamos com calma. Desde o dia que instalei, não senti nada de negativo relacionado ao Uplay. Ele tá cumprindo bem a função de marcar meus achievements e o andamento do jogo, na verdade, não me atrapalhou em nada. Então, nada de negativo a declarar por aqui não.

Enfim, voltando ao jogo e só pra finalizar (Pai Amado, como eu falo). A jogabilidade é completamente intuitiva, e ouso dizer, que dispensa até os tutoriais que aparecem aqui ou ali. Não tem dificuldade nenhuma pra conseguir lidar com os cenários, interagir com os itens que aparecem na tela e quanto mais você joga, mais fácil fica, contrariando a ordem natural das coisas. Se você não tem nenhuma experiência com games e tem medo de se arriscar "por não saber", pode largar mão que você não vai ter esse problema por aqui.




Agora, esse jogo não é pra você se: Você não gosta de jogos longos e trabalhosos, se você quer chegar ao final rápido (meu, sério, vive o momento) ou se você não gosta de crianças que rimam. Sinto muito.

Na Steam tem a versão demonstrativa do jogo disponível pra download, pra você mesmo testar tudo isso que eu te contei aqui, sem pagar nada. O valor atual é de R$34,99 muito válidos. Você vai desprender umas boas horas pra mergulhar em Lemúria e ~curtir a aventura~ junto com a Aurora e sua tchurminha.

É isso aí, xentem. Beijo no cuore, até mais.

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